MIGUEL TORGA - DIÁRIO










É uma coisa bonita uma flor! Não sei se a natureza tem consciência disso e cria semelhantes maravilhas como poemas gratuitos, ou se quando as produz com tal delicadeza e graça apenas utiliza um meio para atingir certos fins.

Seja como for, é sempre agradável ver uma flor. Mesmo que estas quatro rosas que aqui estão à minha frente tenham na origem e na essência a feia condenação de instrumentos, como acontece, por exemplo, com as lágrimas do teatro, agente sente por dentro que devia ficar calmo, mas não as pode olhar sem estremecer.


Miguel Torga, ( 16 de Março de 1940) - Diário I


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